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Como as boas práticas ESG podem impactar no seu negócio

Como essa tendência de mercado pode gerar oportunidades para sua empresa e posicionar a sua marca de vez na agenda global de negócios.

É provável que algum momento você já tenha lido ou escutado essas três letras nos últimos tempos. Mas, se você ainda não sabe do que se trata, vamos mergulhar juntos na sigla que tem pautado discussões em diferentes setores e cadeias produtivas.  

A agenda ESG (acrônimo do inglês, Environmental, Social and Governance) e suas boas práticas nas temáticas ambientais (E), sociais (S) e de governança (G) é um dos pilares que vem ditando as tendências de mercado, transformando os hábitos de consumo, balizando investimentos e deve entrar cada vez mais no pipeline de negócios das organizações e instituições.   

Na prática, as 3 letras representam: 

 E – Meio Ambiente  

Considera a questão da sustentabilidade ambiental, segurança hídrica, eficiência energética, neutralização ou mitigação das emissões de gases de efeito estufa, para minimizar a problemática das mudanças do clima, pegada de carbono e gestão dos resíduos.  

S – Social  

Agrega responsabilidade e impacto social positivo, direitos do trabalhador, qualidade de vida, segurança ocupacional, segurança alimentar, impactos nas comunidades do entorno das empresas, políticas de equidade e diversidade no ambiente corporativo, cultura e inclusão de PCD, capacitação e retenção de talentos de colaboradores, parceiros e comunidade do entorno); relacionamento com fornecedores locais.  

G – Governança  

Incorpora estratégias de governança na estrutura organizacional, por meio de políticas internas, gestão da segurança da informação, compliance, comitês, todos que facilitam a tomada de decisão mais assertiva e pautada nos pilares da transparência, ética, reputação e engajamento com todas as partes (stakeholders), por meio de relatórios integrados estrategicamente, de ESG/Sustentabilidade. 

Conforme a Prática Recomendada 2030 (ABNT, 2022), podemos considerar que a composição das 3 letras, no mundo corporativo, representa “um conjunto de critérios ambientais, sociais e de governança, a serem considerados, na avaliação de riscos, oportunidades e respectivos impactos, com objetivo de nortear atividades, negócios e investimentos sustentáveis”. Ainda, segundo ABNT (2022), as questões ESG estão interligadas e demonstram riscos e oportunidades que serão determinantes para o sucesso e perenidade dos negócios. 

De onde vem a demanda? 

O mercado mudou. Isso você já sabe, pois temos visto mudanças em todos os setores empresariais, considerando as novas demandas das partes envolvidas. Inclusive, temos um novo conceito sendo apresentado pelo mercado: o Capitalismo de stakeholders, ou seja, um capitalismo que atende não apenas aos lucros da empresa, mas também às demandas de todas as partes envolvidas na cadeia de valor. Os stakeholders são representados pelos acionistas, clientes, investidores, fornecedores, colaboradores, comunidade do entorno, entre outros, a depender do ramo de atuação. 

A sustentabilidade no mercado entrou em um novo patamar e essa fase tem um nome, ou melhor, uma sigla: ESG

Desde a Rio-92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Organização das Nações Unidas vem tratando do tema Desenvolvimento Sustentável. Dessa forma, nos últimos 30 anos, o tema vem ganhando notório destaque e uma necessidade de uma nova governança corporativa. A partir do ano 2000, houve um importante apoio do Pacto Global, uma iniciativa da ONU para engajar empresas, a partir de princípios fundamentais sobre Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção. E, na sequência, em 2004, surge o termo ESG, em uma iniciativa chamada Who Cares Win (Quem se importa ganha), entre CEOs de empresas e investidores mundiais, via Pacto Global e o Banco Mundial. A campanha fazia referência à necessidade do mundo corporativo também contribuir com a diminuição de riscos ambientais, sociais e de governança, com base nos 10 princípios do Pacto Global. Mais tarde, em 2015, a ONU apresentou ao mundo uma nova responsabilidade planetária, a Agenda 2030, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS. Assim, os critérios ESG ganharam ferramentas para sua implantação, no mundo corporativo, com objetivos e metas dos ODS. Apesar do tema ESG ser debatido há, pelo menos, duas décadas em outros países, no Brasil, tem se destacado recentemente, desde meados de 2019, em meio à pandemia da COVID-19, quando os critérios associados a ESG foram reforçados, ampliando sua visão em prol de um impacto positivo para todas as partes envolvidas (voltamos ao capitalismo de stakeholders abordado inicialmente). 

Em janeiro de 2023, foi apresentado pelo Fórum Econômico Mundial o Relatório de Riscos Globais 2023, onde riscos econômicos, ambientais, geopolíticos, sociais e tecnológicos foram projetados para os próximos 2 e 10 anos, e concluíram que 50% destes riscos estão voltados para questões de impacto negativo no meio ambiente, como, por exemplos, as mudanças do clima. 

Neste contexto, atualmente, o mundo necessita de um chamado para a ação, para reverter ou minimizar tais efeitos. Não é por acaso que temos observado investidores exigindo garantias de mínimo impacto econômico; consumidores optando por produtos que geram impactos positivos em sua cadeia de valor; colaboradores que demandam condições de bem-estar e segurança; clientes interessados em realizar negócios com mais garantias, confiança, transparência e ética, o que envolve uma governança corporativa eficaz. 

E, a partir destas transformações do mercado, vamos entendendo a importância de implantar e regular uma agenda ESG nacional, em setores estratégicos, com uma cultura de respeito, cuidado e gestão social, ambiental e de governança nos negócios. 

O PODER DAS ESCOLHAS

Precisamos destacar, ainda, o fato que a sociedade tem sido informada, com cada vez mais rapidez e preocupação, sobre os riscos globais que podem desestabilizar a civilização e o meio ambiente, de diferentes formas. A mudança no perfil dos consumidores também tem influenciado fortemente na tomada de decisão por parte das empresas na adoção de práticas mais responsáveis e comprometidas com as demandas globais urgentes.  

Segundo a Worth Global Style Network (WGSN), uma empresa americana que prevê tendências de consumo, os novos perfis de consumidores podem ser resumidos em: consumo orientado pelo valor, consumo voltado para um propósito e sustentabilidade terceirizada. Leia mais aqui. 

Já uma pesquisa realizada pelo World Economic Fórum em 2020, que entrevistou 21 mil pessoas em 28 países diferentes, concluiu que 86% dos entrevistados desejam ver mais sustentabilidade e equidade nos produtos do mercado. A questão é que os consumidores esperam mudanças reais das empresas, além do comprometimento com as causas comuns a toda sociedade em seus diferentes âmbitos. 

Por isso, é muito importante que as empresas estejam cientes e interessadas em conhecer mais sobre essa tendência global. Continue acompanhando aqui no blog nossos próximos conteúdos sobre o tema.

Lembrando que o Parque Tecnológico Itaipu – Brasil possui um amplo portfólio de soluções tecnológicas que podem colocar o seu negócio de vez no cenário  ESG do mercado.

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*Colaborou com esse conteúdo Angela Tischner – analista educacional do PTI-BR